Lula não é obrigado a gostar de produtor rural, mas o presidente lhe deve consideração

Lula não é obrigado a gostar de produtor rural, mas o presidente lhe deve consideração

Se o presidente Lula possui alguma intenção de distensionar as relações com o agronegócio a partir desse seu quarto mandato deve, primeiro, começar pela nomeação de um bom nome para comandar o Ministério da Agricultura. Alguém que conheça a área e seja prestigiado pelo setor rural, mas que também transite fora dele. Se repetir a receita de 2023, quando optou pela submissão como critério, o tarro continuará azedo.

A ver se Lula realmente quer construir essa ponte, que ao menos torne mais amistosa a relação com um setor, cuja produção garante a segurança alimentar do País a um custo baixo, lidera as exportações e é protagonista do PIB nacional.

Mas a julgar pelo seu discurso pós-vitória, carregado de ressentimentos e ataques direcionados, não. É muito provável que o governo Lula 4 continue seletivo, dando a alguns públicos tudo, enquanto outras camadas permaneçam desprezadas. 

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Sobram razões para que governo e produtores sentem frequentemente à mesa a para o bom desenrolar das pautas é imprescindível o respeito mútuo a fim de construir uma saudável convivência republicana.  O agro depende de Brasília, com suas políticas públicas de financiamentos, das suas decisões regulatórias e normas ambientais, e o governo central precisa do segmento rural, estratégico para a economia nacional.

 

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É indispensável o setor contar com uma FPA forte, prestigiada e sintonizada com as entidades. E os seus deputados e senadores integrantes precisam estar alertas desde o primeiro dia gestão, fiscalizando, cobrando e acompanhando os movimentos do Executivo. 

O Lula político não é obrigado a gostar de produtor rural, antagônico aos seus interesses políticos e de poder, mas o presidente Lula deve tratá-lo no mínimo com a mesma consideração dispensada aos demais cidadãos, assim como fazem os estadistas, restrito clube que Lula ainda não conseguiu ingressar.

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Comentário Alex Soares, 28 de outubro de 2026