Missão 5122 parece estar chegado ao fim, mas e depois?

Missão 5122 parece estar chegado ao fim, mas e depois?

Mais uma semana fecha sem uma solução definitiva para a renegociação das dívidas dos produtores rurais. Mas teve avanço. Ficou para julho a votação do PL 5122 no Senado, após ter seu parecer aprovado, na quarta-feira (27), pela sua Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com apenas um voto contrário.

Essa aprovação do parecer foi mais um passo nessa longa epopeia do setor para validar a proposta que começou a ser construída ainda no início de 2025 pela equipe econômica da Farsul. Lá se vão quase um ano e meio de negociações desse Projeto de lei, aprovado pela Câmara dos Deputados em 16 de junho, mas engavetado pelo Senado até voltar a ser movimentado em 11 de março deste ano quando o governador Eduardo Leite, os presidentes das Farsul Domingos Velhos Lopes, da Fetag, Eugenio Zanetti e o deputado relator do PL na Câmara Afonso Hamm (PP) entregaram ao presidente do Senado Davi Alcolumbre (UB) a fundamentação para a tramitação da proposta.  

"Uma tramitação lenta porque o governo federal tem feito de tudo para criar obstáculos"

Sempre deixou claro que a sua postura era e continua sendo a de não resolver o emblóglio, acompanhado por milhares de produtores gaúchos e brasileiros que precisam de fôlego para poder continuar plantando e colhendo.

Não fosse a persistência das lideranças das entidades rurais gaúcha, como as citadas acima, auxiliadas por representantes do governo gaúcho e de políticos de Brasília, como Hamm e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a proposta morreria na casca, como assim era o desejo dos parceiros de Lula.

E a avanço do PL vem depois de mais uma vez o governo tentar ganhar tempo, apresentando nova contraproposta pífia de negociação, longe do que precisam realmente os produtores atingidos por secas, enchentes e conjunturas de mercado e econômicas.

A proposta aprovada essa semana na CAE, que tem o senador Renan Calheiros (MDB-AL) como seu elator, tem alterações em relação ao projeto original, como a ampliação do teto a ser liberado, de R$ 30 bilhões, inclui novas fontes de recursos, além do Fundo Social, e diversificar mais os enquadramentos.  

Mesmo com uma aprovação relativamente fácil na CAE, senadores do governo continuam reclamando do alto impacto orçamentário que a aprovação desse texto poderia gerar. Choro de quem não aceita perder.

Que venha junho e com ele, enfim, a aprovação desse projeto de lei que vai ajudar uma multidão de produtores as dar uma respirada. E que depois de aprovado, imediatamente passe a valer na prática. Ou seja: não basta aprovar, tem que operacionalizar depois, com o dinheiro sendo disponizado aos bancos logo depois. Tempo já se perdeu demais. 

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A coluna diária de Alex Soares é reproduzida também em áudio para os programas Primeira Hora e Redação Acústica (Rádio Acústica FM), Bom Dia Cidade e Boa Tarde Cidade (Rádio Tchê São Gabriel) e Jornal da Manhã (Tchê Alegrete). Ouça abaixo

Comentário Alex Soares 29 de maio 2026