PL das dívidas tem emendas e novos valores
A expectativa das lideranças do setor rural gaúcho e brasileiro é de que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprecie nesta quarta-feira o Projeto de Lei 5122 e quem sabe, também vá à votação do Plenário.
Isso iria acontecer nesta terça-feira (19), mas uma demorada audiência, que durou 5 horas, com presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, na mesma CAE, adiou a pauta.
Figura central na tramitação desse PL no Senado, ao lado da colega Tereza Cristina, o senador Renan Calheiros falou em valores maiores do que daqueles que inicialmente esse PL sugeria, já que foram apresentadas mais de 50 emendas ao texto original, sendo que quatro ou cinco devem passar.
Pala proposta de Calheiros, serão R$ 170 bilhões que devem contemplar a chamada “carteira estressada de crédito”, que são aquelas dívidas atrasadas ou prorrogadas. Ou seja, bem acima dos R$ 30 bi do PL aprovado pela Câmara. Recursos que atenderão produtores rurais de todo o Brasil.

Calheiros demonstrou ontem irritação com o que chamou de falta de compreensão e entendimento do governo sobre o problema das dívidas e do seu montante.
“Os valores trazidos pelo governo não correspondem à realidade”
Reclamou Renan ao jornal Valor Econômico, completando que o Ministério da Fazenda projeta, equivocadamente, um custo fiscal maior do que o necessário.
Renan disse que essa renegociação de R$ 170 bilhões da dívida, significaria um desembolso fiscal de R$ 100 bilhões num período de dez anos – bem longe da casa do trilhão, como chegou a sugerir o Ministério da Fazenda.
Se levarmos em conta que daqueles R$ 12 bilhões liberados pelo BNDES para renegociação foram captados R$ 7,5 bilhões, é provável que nem todo esse valor pedido no PL, esses R$ 170 bilhões, sejam usados.
De qualquer forma o projeto avançou e deverá ser votado. Tomara que seja hoje!
