TCU vai investigar a picaretagem das vendas casadas dos bancos

TCU vai investigar a picaretagem das vendas casadas dos bancos

Aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara neste fim do ano, uma proposta da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) sugere ao Tribunal de Contas da União uma fiscalização para coibir a prática das chamadas vendas casadas no crédito rural.

A partir dum outro processo aberto, a pedido do deputado Afonso Hamm (PP-RS), o ministro do TCU Augusto Nardes está realizado audiências públicas no interior do Rio Grande do Sul levantando relatos e juntando subsídios para a abertura de um uma auditoria para investigar as práticas dos bancos.

No pedido, o deputado gaúcho afirma que as instituições financeiras, além de condicionarem a venda de seus produtos à concessão do crédito, também negam prorrogações obrigatórias, o que aumenta “a insolvência, a inadimplência e as perdas de propriedades rurais”.

Vira e mexe esse tema entra em pauta, principalmente quando o setor agropecuário se vê diante de um cenário de crédito mais restrito, e no caso atual com juros altos e um forte endividamento do campo.

Convenhamos que chega a ser uma covardia um agente bancário se prevalecer de uma situação de vulnerabilidade dum agricultor que está precisando daqueles recursos para poder quitar seus débitos ou plantar a sua lavoura para lhe empurrar goela abaixo uma apólice de seguro ou um título de capitalização.

"Essa prática é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, ainda mais quando estamos falando de recursos públicos, seja do plano safra seja das linhas especificas de socorro, como é o caso do dinheiro do BNDES para negociação das dívidas dos produtores gaúchos"

Essa também não a primeira vez que as entidades e representantes políticos do setor reagem a esses desvios de conduta. No governo Bolsonaro, a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina brigou muito com os bancos para pararem com essa picaretagem. Aliviaram até por um tempo mas em seguida voltaram a fazer o mesmo.

Quem sabe com duras punições, multas e suspensões impostas pelas autoridades judiciais e financeiras os bancos revisem suas posturas e param definitivamente de achacar os produtores rurais que vão as agências em busca de soluções, não de gastos extras.  

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A coluna diária de Alex Soares é reproduzida também em áudio para os programas Primeira Hora e Redação Acústica (Rádio Acústica FM), Bom Dia Cidade e Boa Tarde Cidade (Rádio Tchê São Gabriel) e Jornal da Manhã (Tchê Alegrete). Ouça abaixo

 

 

Comentário 28 de janeiro de 2016